Utentes do Centro de Saúde de Morrumbene, na província de Inhambane, denunciam a alegada cobrança ilícita de valores monetários, vulgarmente designados por “nhonga” para o atendimento de mulheres grávidas na consulta pré-natal.
Segundo relatos de familiares e das próprias utentes, algumas gestantes teriam sido orientadas a regressar às suas casas por não disporem de dinheiro para entregar às profissionais escaladas para o controlo pré-natal. As denúncias indicam que a situação ocorre desde a semana passada, deixando várias mulheres sem assistência médica.
“Quem não tiver 200 meticais é mandada embora, sem atendimento.”, contou uma fonte que preferiu o anonimato, manifestando indignação com o que considera ser uma prática abusiva numa unidade sanitária pública.
As queixas apontam ainda que várias mulheres permanecem no recinto da unidade sanitária à espera de atendimento, enquanto outras optam por abandonar o local por falta de meios para efectuar o suposto pagamento.

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