Eliezer Gera Debate Ao Dizer Que Beijar Filhos Na Boca “Pode Ser Perigoso”



O influenciador e ex-participante de reality show Eliezer (pai de dois filhos) causou polêmica nas redes sociais ao fazer um alerta sobre um gesto de carinho comum entre famílias: o beijo na boca entre pais e crianças pequenas.


Em uma declaração amplamente compartilhada, Eliezer afirmou que, embora entenda que muitos vejam a prática como demonstração de afeto, considera o hábito arriscado e preferiria que os pais não o reproduzissem com seus filhos.


Por que isso gerou tanta discussão?

O posicionamento dele rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais:


Há quem concorde com Eliezer, apontando que beijar crianças na boca pode transmitir vírus e bactérias, incluindo o vírus do herpes labial, que é capaz de causar doenças mais graves em bebês e crianças pequenas.

Outros criticam a reação como exagerada ou consideram que a demonstração de carinho não tem conotação sexual quando feita por pais e filhos, sendo apenas uma expressão de amor.

O que dizem especialistas sobre a prática?

Pediatras e especialistas em saúde infantil que tratam de prevenção de infecções alertam que:


  • Bebês e crianças pequenas têm sistemas imunológicos mais frágeis, o que os torna mais vulneráveis a micro-organismos transmitidos pela saliva — mesmo em gestos aparentemente inofensivos.
  • Vírus como o herpes simples podem causar complicações mais severas em recém-nascidos do que em adultos, incluindo infecções generalizadas.

Por isso, alguns profissionais recomendam formas alternativas de demonstrar afeto — como beijos na testa, nas bochechas ou abraços — evitando o contato direto com a boca.


Uma questão de cultura e limites pessoais

Debates nas redes também mostram que essa prática varia bastante de cultura para cultura. Em algumas famílias é vista como gesto de intimidade e amor, enquanto para outras é considerada desnecessária ou até desconfortável.


Especialistas em desenvolvimento infantil também lembram que é importante respeitar os limites da criança — por exemplo, não insistir em beijos ou abraços se ela demonstrar que não quer — e promover outras formas de carinho e conexão que não envolvam zonas íntimas.