O ex-príncipe André foi detido na manhã desta quinta-feira, 19 de fevereiro, por suspeita de má conduta em cargo público. André, que estava há vários meses a ser escrutinado pelo seu alegado envolvimento no caso Epstein, estará hoje, dia em que completa 66 anos, a viver o seu pior dia de sempre. Mas o que lhe reservam as próximas horas?
A detenção de André está hoje a fazer manchetes em todos os meios britânicos (e não só) que acompanham a par e passo aquele que pode ser visto como um dia negro para a realeza britânica.
Segundo a BBC, que esteve à conversa com fontes policiais, as próximas 12h a 24 horas podem ser preponderantes, sendo neste período que se decide se o suspeito é libertado ou se fica sob detenção à espera de mais desenvolvimentos na investigação.
Segundo a mesma fonte, o ex-príncipe poderá ficar detido até 96 horas nesta fase inicial, sendo, porém, que para isso seja necessário fazer vários apelos ao Ministério Público para que a detenção seja alargada.
Durante este período, André Mountbatten-Windsor será colocado sob custódia numa cela com apenas "uma cama e uma casa de banho" onde irá aguardar para ser sujeito a interrogatório, sendo que este último irá acontecer obrigatoriamente ainda hoje.
Antes ou durante a entrevista, André pode exigir a presença de um advogado, sendo que, como em qualquer caso, todas as suas declarações poderão ser usadas no âmbito da investigação.
Esta detenção, significa também que a polícia pode ter acesso a computadores, fotografias, documentos ou outras evidências de André, indica o antigo chefe superintendente Dal Babu.
Ex-príncipe André detido por má conduta em cargo público
A BBC avança ainda que foram vistos carros de polícia descaracterizados em Sandringham, Norfolk, onde este está a viver no momento.
O irmão do rei Carlos III foi detido no dia de aniversário, no qual cumpre 66 anos. Ainda não se sabe para que local André foi levado pelas autoridades.
Autoridades investigam e rei Carlos III pronuncia-se
Recorde-se que no início do mês, a polícia de Thames Valley [que cobre a área de Windsor] confirmou que estava a avaliar uma possível investigação sobre uma queixa do grupo antimonárquico Republic, que denunciou André por suspeita de má conduta no exercício de funções públicas e violação de segredos oficiais.
A polícia britânica indicou estar "a analisar" informações segundo as quais André teria transmitido a Epstein, em 2010, documentos confidenciais enquanto era enviado especial do Governo para o Comércio.
Os arquivos evidenciam a rede de pessoas ricas e poderosas que Epstein usava para explorar mulheres jovens e meninas, e mostram que a relação próxima do membro da família real com Epstein, mesmo depois do norte-americano ter sido condenado por aliciar uma menor para prostituição em 2008.
Nessa senda, o seu irmão e rei Carlos III pronunciou-se pela primeira vez sobre o caso, garantindo que iria colaborar com as autoridades.
"O rei deixou clara, em palavras e através de ações sem precedentes, a sua profunda preocupação com as alegações que continuam a vir à tona em relação à conduta do Sr. Mountbatten-Windsor", referiu um porta-voz do Palácio de Buckingham, acrescentando, contudo, que "se formos contactados pela Polícia de Thames Valley, estamos prontos para apoiá-los, como seria de esperar".

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