Luísa Castel-Branco anunciou esta quinta-feira, 5 de fevereiro, que ia abandonar a televisão, mais concretamente o painel de comentadores do programa "Dois às 10". O motivo prende-se com a sua saúde frágil, confessou a escritora de 71 anos.
O momento foi emotivo, provocando algumas lágrimas a Luísa, que foi apoiada pelos colegas Cláudio Ramos, Cristina Ferreira, Gonçalo Quinaz, Cinha Jardim e Adriano Silva Martins.
Comovido com a fase delicada que Luísa está a passar, Cláudio Ramos dedicou-lhe um texto nas redes sociais onde agradece toda a amizade da autora, contanto ainda como se conheceram e salientando a importância que esta teve na carreira do comunicador.
"A nossa primeira conversa foi há 25 anos num encontro marcado para nos conhecermos porque íamos trabalhar juntos se «ela quisesse». Lembro-me do perfume que usava. Até hoje não o mudou. Foi ela quem decidiu que seria eu o primeiro apresentador interativo numa ideia inovadora levada a cabo pelo Canal 21 onde as pessoas decidiam, através de um comando, que apresentador queriam ver. Numa sala estava a Luísa, na outra estava eu. Anos mais tarde fizemos parte do painel mais divertido de sempre do «Passadeira Vermelha» na Sic Caras, aquele que fez a história do programa. Eu, ela e a Marques. Foram anos felizes", começa por contar o comunicador.
"Depois mudei para a TVI e ela entra como comentadora de reality e cultura pop. Foi sempre uma mais valia. Sempre! A Luísa decidiu dizer um «até já». Está frágil de saúde, tem problemas que nunca escondeu e prefere ter tempo para a sua recuperação, para os seus livros e para os seus netos, para o seu Francisco. Alguns, olharão para ela na memória recente e reconhecem a mulher que diz tudo sobre todos sem ter travão, mas já antes de se sentar a comentar social ou reality fez história quando se estreou como apresentadora perto dos 50 anos num programa que foi um enorme sucesso na altura. Chamava-se «Luísa». Um espaço diário de conversas. Daí para a frente nunca mais parou", referiu.
"Fez de tudo e antes, quando o mundo ainda não falava de feminismo já ela explicava o que era e a mostrava como se fazia, quando o mundo achava que as mulheres bonitas eram pouco mais que isso mostrou que as mulheres podem ser o que quiserem para lá da imagem que os outros têm delas. Sim, porque a Luísa foi sempre uma mulher bonita e elegante, o que nem sempre é fácil de conjugar. Há muitas bonitas, umas elegantes, mas há raras que juntem as duas numa e ainda tragam bagagem cultural e boa conversa. Isso então é raríssimo e a Luísa tinha. A Luísa tem. É bonito e maduro quando alguém entende a hora de parar priorizando o seu bem estar, sem se deixar ofuscar pelo barulho das luzes. Custou-me, sei o bem que o programa lhe fazia, mas também sei que agora é o melhor para ela", confessou também Cláudio Ramos.
No fim da partilha, o comunicador despede-se com um "até já" e um "obrigado" à sua amiga de sempre.
O que se passa com Luísa Castel-Branco?
Luísa Castel-Branco explicou que está com problemas de osteoporose e que recentemente partiu três costelas.
"Aprendi coisas extraordinárias no último mês e meio, como por exemplo, uma pessoa acorda e, de repente, tem três vértebras partidas. Não houve Natal, nem fim de ano. Há uma operação extraordinária que é meterem cimento nas vértebras para aguentarem."
"Fui completamente apanhada desprevenida porque não tive nenhuma queda, nada. Ainda consegui fraturar o calcanhar... Isto é um alerta para uma coisa que eu não tomei devidamente cuidado que é a osteoporose. Como não tratei devidamente, foi este o resultado", explicou.
"A indicação que tenho dos médicos é imobilização durante mais um mês e meio. E é mesmo imobilização. Estive cá no outro dia e no dia seguinte não me consegui mexer, mesmo", disse ainda.

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