Aloé Vera Pode Ser Aliada no Combate ao Alzheimer, Revela Estudo Científico



Uma possível arma contra a doença de Alzheimer poderá estar na planta de Aloé Vera, conforme sugere uma pesquisa recente, noticia a Fox News Digital.


A Aloé Vera é conhecido, sobretudo, devido às suas propriedades calmantes e hidratantes para a pele, mas um estudo publicado pela revista Current Pharmaceutical Analysis aponta que algumas das substâncias desta planta poderão interagir com as enzimas relacionadas com a doença de Alzheimer.

Em causa está um mensageiro químico no cérebro denominado acetilcolina, que ajuda as células nervosas a comunicarem entre si. Ora, em doentes de Alzheimer, a acetilcolina é encontrada em níveis mais reduzidos, contribuindo, desta forma, para a perda de memória e para o declínio cognitivo.

Duas enzimas no cérebro -  a colinesterase e butirilcolinesterase - levam à degradação da acetilcolina. Existem, por isso, medicamentos que inibem a ação dessas enzimas, os quais ajudam a preservar o neurotransmissor, melhorando os sintomas dos pacientes. 

"Os nossos resultados sugerem que o  beta-sitosterol, uma das componentes da Aloé Vera, apresenta afinidades de ligação e estabilidade significativas, tornando-a numa candidata promissora para o desenvolvimento de novos medicamentos", referiu a autora principal do estudo, Meriem Khedraoui.

O beta-sitosterol ligou-se às enzimas com mais intensidade do que qualquer outro que foi testado. Isto sugere que o composto poderá ser eficaz na redução dessas enzimas.

"Estes resultados destacam o potencial do beta-sitosterol como um inibidor duplo, o que pode ser crucial no tratamento da doença de Alzheimer", acrescentou Khedraoui.

Limitações do estudo

Tal como todos os estudos científicos, também este apresenta algumas limitações. Os pesquisadores admitiram que a investigação sobre o tema ainda se encontra na sua fase inicial, uma vez que os resultados baseiam-se apenas em simulações feitas a computador e não em exemplos reais. 

"Como os suplementos de Aloé Vera são normalmente vendidos sem receita médica e como não foram estudados para validar o seu uso em pessoas com Alzheimer ou outras doenças que causam demência ou perda de memória/declínio cognitivo, os consumidores precisam de estar atentos a quaisquer alegações terapêuticas feitas com base nestes resultados", alertou Christopher Weber, diretor da Alzheimer’s Association.

No entanto, a inibição da colinesterase no cérebro não retarda nem impede a morte das células cerebrais e outros danos causados ​​pela doença de Alzheimer, notou Weber. "Portanto, mesmo que essas descobertas se mostrem eficazes posteriormente em estudos com humanos, isso não seria um tratamento 'modificador da doença'", completou.