Em 2004, Antonio Riano, um mexicano conhecido pelo apelido "El Diablo", matou a tiros Benjamin Becarra, de 25 anos, em um bar na cidade de Hamilton, no estado de Ohio (EUA). Após o assassinato, Riano fugiu imediatamente para o México, sua terra natal. Ele entrou na lista de mais procurados do Condado de Butler e chegou a ser destaque no famoso programa de TV americano "America’s Most Wanted" em 2005. Por quase 20 anos, as autoridades americanas não conseguiram localizá-lo.
O que torna o caso chocante é que, durante todo esse tempo, Riano viveu abertamente em Zapotitlán Palmas, Oaxaca – sua própria cidade natal – e trabalhou como policial local. Sim, o fugitivo procurado por homicídio nos EUA atuava como agente da lei no México, usando uniforme e tudo mais. Ele chegou a posar em fotos oficiais da polícia municipal. Em 1º de agosto de 2024, uma operação conjunta entre os U.S. Marshals e autoridades mexicanas resultou na prisão dele, aos 72 anos. Ele foi extraditado para os EUA e, em 2025, condenado a pelo menos 18 anos de prisão.
Um assassino foragido por duas décadas escondido à vista de todos... como policial! Esse caso expõe falhas na cooperação internacional, na verificação de antecedentes e levanta questões sobre como alguém procurado por crime grave pôde exercer uma função de autoridade por tanto tempo. Histórias assim mostram que a realidade às vezes supera qualquer roteiro de filme.

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