O norovírus é mais um vírus resistente que está a preocupar autoridades de saúde de vários países, como o Reino Unido e os Estados Unidos. Trata-se de um vírus resistente que pode ficar ativo nas superfícies durante vários dias e pode provocar uma gastroenterite aguda, que acaba por ser contagiosa.
De acordo com o Mirror, o Reino Unido está a ter de novo um pico de infeções, contudo não tão expressivo como no ano passado. O regresso às escolas depois do período de férias e do Natal pode ter levado ao aumento da infeções.
O que é o norovírus?
“O norovírus espalha-se muito mais facilmente do que muitas pessoas pensam. Basta uma quantidade ínfima do vírus para causar doenças, e pode sobreviver em superfícies durante dias”, revelou o farmacêutico Jason Murphy.
De acordo com o website da Bivos, “o norovírus é uma causa comum de gastroenterite em crianças e adultos, caracterizada pela inflamação do estômago e intestinos. Embora geralmente seja autolimitada e de curta duração, a infeção por norovírus em crianças pode ser um motivo de preocupação devido à sua rápida propagação e ao risco de desidratação que acarreta, especialmente nos mais pequenos”.
Explicam que é responsável por 75% de surtos de gastroenterite em ambientes mais fechados, como lares, centros educativos, escolas e até cruzeiros.
Os sintomas e a transmissão
Os sintomas de norovírus podem variar de intensidade. Os vômitos são um dos sinais mais comuns e que levam à propagação já que o vírus é resistente e as superfícies acabam muitas vezes por não ser bem limpas. A diarréia é outro dos sintomas, assim como a dor na zona abdominal, febre e até dores de cabeça. São sinais que acabam por ser facilmente confundidos por outro tipo de patologias.
Em relação à transmissão, além do contacto com superfícies infectadas, o consumo de água ou alimentos infectados ou a interação com alguém que esteja com o vírus podem ser outras das causas.
Norovírus: Como prevenir e tratar
Jason Murphy aponta de deve ter sempre o cuidado de lavar as mãos com água morna e outro tipo de produtos e escolher desinfetantes mais eficazes. Ventilar bem os espaços e limpar bem a casa de banho são outras das formas de proteção. Os vômitos devem ser tratados como zona de contaminação para evitar a propagação.
Em relação ao tratamento, a desidratação, devido aos vómitos e diarreia, acaba por ser um dos grandes problemas. Assim, é importante repor os líquidos. O paracetamol é uma boa opção para reduzir sintomas como febre, dores e cabeça e no corpo. Já o ibuprofeno é de evitar uma vez que pode irritar o estômago. Coma em poucas porções e repouse bastante.
Norovírus vs. coronavírus: Como distinguir os sintomas
O norovírus é comummente conhecido como a 'gripe do estômago', provocando sobretudo uma dor aguda na zona do estômago e propagando-se rapidamente. Embora a condição não seja considerada grave, regra geral os indivíduos infetados experienciam febre, diarréia, vômitos, diarréia, dores abdominais e musculares.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a patologia pode espalhar-se de três maneiras - entrando em contato direto com uma pessoa infetada, através do consumo de água contaminada ou de alimentos ou ao tocar em superfícies contaminadas e colocando as mãos por lavar na boca ou nariz.
A infeção por norovírus causa inflamação nos intestinos do estômago, que é chamada de gastroenterite. Para diferenciar entre as duas infeções, recomenda-se ter em atenção os chamados sintomas respiratórios superiores, como perda de olfato e paladar, que é um sinal exclusivo de coronavírus.
Apesar de existirem muitos sintomas semelhantes, a Covid-19 tende a ter mais sintomas respiratórios superiores, como tosse e perda de olfato e paladar, condição também denominada de anosmia.
É ainda provável que a Covid-19 cause dores no peito, o que não é um sintoma de gripe estomacal. Falta de ar é também um sinal de coronavírus e não de norovírus.

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