Fundação Tzu Chi Vai Entregar Ao Governo A Maior Escola Primária De Moçambique Avaliada Em 4,8 Milhões De Dólares



Beira, 07 jan 2026 – A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique vai entregar ao Governo moçambicano no arranque do ano lectivo de 2026 a maior escola primária do país: a Escola Básica de Esturro, um empreendimento de mais de 4,8 milhões de dólares e que está entre as 23 escolas que estão a ser erguidas em simultâneo por esta fundação no âmbito do projecto Hope, cujos beneficiários são comunidades afectadas pelo ciclone Ida em Sofala.

“Em Setembro, durante a segunda visita da vice-Presidente da Tzu Chi a nível global, Pi Yu Lin, fizemos uma promessa: até ao final de 2025, a maior escola primária do país estaria pronta. Foi o que aconteceu. A infraestrutura construída pela Fundação de Caridade Tzu Chi para os moçambicanos está pronta”, declarou Dino Foi, presidente desta fundação, durante uma visita de trabalho hoje à escola, localizada na Cidade da Beira, a capital provincial.

A Escola Básica de Esturro é composta por 46 salas de aula, com capacidade para 4.600 estudantes no sistema de dois turnos, sendo um entre os vários projectos que a Fundação Tzu Chi tem desenvolvido em apoio às comunidades afectadas pelos cíclicos desastres naturais em Sofala.

A infra-estrutura, agora em fase final de apetrechamento, vai albergar os alunos da antiga Escola Primária Esturro, que esteve entre as que mais foram afectadas pelo Idai na cidade da Beira.

A infra-estrutura, agora em fase final de apetrechamento, vai albergar os alunos da antiga Escola Primária Esturro, que esteve entre as que mais foram afectadas pelo Idai na cidade da Beira.

“Para os alunos, esta escola vai significar um salto qualitativo. Eles vão deixar de estudar em condições precárias para estudar em condições condignas. É mais um esforço da fundação para reduzir os desafios que o país enfrenta anualmente face à entrada de novos alunos no sistema nacional de ensino”, explicou o Presidente da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, Dino Foi.


Para o ano lectivo de 2026, o Ministério da Educação e Cultura estima um défice de 32 mil salas de aula, quando se espera o ingresso de mais 1,6 milhões de alunos.

No total, do pacote de 23 escolas que a fundação budista vai entregar ao Governo moçambicano no âmbito do projecto “Hope”, pelo menos 13 novos estabelecimentos de ensino estão disponíveis para alunos neste novo ano lectivo, totalizando 18 escolas até agora erguidas pela Tzu Chi para as comunidades afectadas pelo Idai em funcionamento em Sofala.

Pelo menos 10 foram oficialmente inauguradas no dia 03 de setembro, num evento dirigido pelo Chefe Estado moçambicano, Daniel Chapo, e vice-Presidente da Tzu Chi a nível global, Pi Yu Lin.Em 2024, a Tzu Chi entregou às autoridades moçambicanas, também em Sofala e no âmbito do mesmo projecto, a Escola Secundária de Mafambisse, que é a maior instituição de ensino secundário do país, orçada em 13 milhões de dólares, valor também disponibilizado completamente pelos mais de 10 milhões de voluntários desta organização de princípios budistas espalhados pelo mundo.

Além das 23 escolas, no âmbito do projecto “Hope”, orçado em 108 milhões de dólares, um montante inteiramente disponibilizado, três mil casas estão a ser construídas em simultâneo para as comunidades afectadas pelo Idai, 1.678 das quais já prontas e entregues às populações daquela província ciclicamente afectada por intempéries.

Em novembro de 2025, o projecto “Hope” venceu o prêmio de sustentabilidade corporativa na edição de 2025 do “Asia-Pacific Sustainability Action Awards” (APSAA)”, um evento da “Taiwan Corporate Sustainability” que reconhece anualmente iniciativas internacionais que se destacam pelo impacto e relevância.

Fundada no país em 2012, a Tzu Chi tem reforçado a sua actuação em Moçambique desde 2019, após o ciclone Idai, tendo já apoiado mais de 100 mil famílias em projectos ligados aos sectores de educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar, sobretudo na região centro.