A família da brasileira de 30 anos detida na Coreia do Sul sob suspeita de perseguir o cantor Jung Kook, integrante do BTS, falou publicamente pela primeira vez sobre o caso e afirmou que tenta trazê-la de volta ao Brasil. Parentes demonstraram preocupação com o estado de saúde mental da mulher e com o agravamento da situação.
A brasileira foi detida no dia 4 de janeiro após, segundo as autoridades sul-coreanas, ir repetidas vezes à residência do artista. No ano passado, Jung Kook chegou a solicitar uma ordem restritiva contra a mulher, que já havia sido abordada pela polícia em outras ocasiões.
De acordo com uma familiar, que preferiu não se identificar, a mulher deixou a Paraíba e se mudou para São Paulo para trabalhar. A família tentou ajudá-la a dar continuidade a um tratamento psicológico iniciado anteriormente, mas ela teria se recusado. Os parentes descobriram que ela estava na Coreia do Sul por meio das redes sociais, o que causou surpresa e apreensão.
Segundo o relato, a viagem foi feita após a mulher economizar dinheiro e pedir ajuda financeira à mãe. A família afirma que passou as festas de fim de ano em estado de angústia, temendo que ela estivesse sozinha e sem a medicação necessária. “Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida”, disse a parente.
Os familiares afirmam que a brasileira já recebeu diagnóstico de transtorno mental e acreditam que a deportação seria a melhor alternativa. “Se ela voltar ao Brasil, poderemos levá-la para a casa da mãe e acompanhar o tratamento. Do jeito que está, a situação pode ficar ainda pior”, afirmou.
Outra familiar relatou que a jovem foi levada a um psiquiatra em 2021 após apresentar comportamentos considerados fora do normal. Segundo ela, a mulher mantém contato diário com a mãe, que pede insistentemente para que retorne ao país, mas se recusa a voltar.
Casos de perseguição
Nos últimos meses, Jung Kook tem enfrentado episódios recorrentes de perseguição e invasão de privacidade. Em agosto do ano passado, uma mulher de 40 anos foi presa ao tentar invadir a casa do cantor.
Na ocasião, o artista afirmou ter acompanhado a ação por meio do circuito interno de segurança e disse que viu a suspeita tentar acessar o estacionamento da residência pouco antes da chegada da polícia.
Após os episódios, Jung Kook alertou que levará todos os casos de perseguição às autoridades e reforçou que há monitoramento por câmeras em toda a área de sua residência.

Sem comentários:
Enviar um comentário