Dias após assinar o histórico Acordo de Paz de Washington com o Presidente ruandês Paul Kagame, o Presidente Félix Tshisekedi fez um discurso firme e direto, deixando claro que o Congo não abrirá mão da sua soberania, não aceitará anistia para crimes de guerra e não fará concessões que comprometam a justiça.
“Que fique perfeitamente claro:Estes acordos não preveem qualquer forma de soberania partilhada.Não validam reivindicações territoriais, nem a tutela dos nossos recursos.E não podem ser interpretados como uma amnistia disfarçada para crimes cometidos contra o nosso povo.”
📜 O que Inclui o Acordo de Paz
Tshisekedi detalhou os principais pontos definidos em Washington, sustentados pela Resolução 2773 da ONU, que exige:
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Retirada de todas as tropas ruandesas do território congolês
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Desmantelamento de todos os grupos armados estrangeiros, incluindo o FDLR
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Criação de um Mecanismo Conjunto de Segurança para monitorar o cumprimento
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Estabelecimento de uma Plataforma de Integração Económica Regional, condicionada a um ponto essencial:
“A segurança e a soberania da República Democrática do Congo devem estar totalmente garantidas.”
🇶🇦 O Dossiê de Doha: O Caso do M23
O presidente também recordou o Acordo-Quadro de Doha, assinado a 15 de novembro de 2025, sob mediação do Qatar e supervisão da União Africana, especificamente com o movimento rebelde M23 (AFC/M23). O acordo prevê:
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Desengajamento militar do M23
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Cantonamento, desarmamento e reintegração dos combatentes
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Restauração da autoridade do Estado nas áreas previamente ocupadas
“Estes acordos são instrumentos de paz justa e verificável, não compromissos políticos.”
⚖️ Sem Anistia, Sem Impunidade
O líder congolês rejeitou firmemente qualquer leitura que sugira indulgência pelos abusos cometidos:
“A justiça seguirá o seu curso, com rigor e sem complacência, para honrar a memória dos que foram injustamente mortos durante esta agressão.”
As declarações ganham peso após um novo relatório da ONU afirmar que 7.000 soldados ruandeses ainda permanecem ilegalmente no Congo, além de detalhar crimes de guerra contínuos perpetrados pelas forças do RDF e do M23.
🎯 As Quatro Prioridades do Congo Para a Paz
Tshisekedi apresentou quatro eixos estratégicos que irão orientar o caminho do país após os acordos:
1️⃣ Retirada total e verificável de todas as forças militares estrangeiras, incluindo operativos clandestinos e milícias apoiadas por países vizinhos.
2️⃣ Desmantelamento das redes económicas e logísticas que alimentam o conflito, incluindo o contrabando de ouro, coltan e cobalto.
3️⃣ Proteção de civis — especialmente mulheres e crianças — e garantia de acesso humanitário.
4️⃣ Paz sustentável baseada em três pilares:
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Reforço da segurança
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Desenvolvimento local
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Reconciliação comunitária
🛡️ “Força sem Compromisso”
Tshisekedi encerrou com um tom de determinação:
“Aceitamos estes acordos não como uma concessão, mas como a expressão de uma vontade firme de combinar a eficácia da nossa defesa com a força da nossa diplomacia.”
via @Presidence_RDC
#URGENT ⚠️ 🇨🇩 President Tshisekedi on Washington Peace Accord: "This Is Not a Concession — It Is Congo Reclaiming Its Sovereignty."
— XTRAfrica Media Group (@xtr_africa) December 8, 2025
Just days after signing the landmark Washington Peace Accord with Rwandan President Paul Kagame, President Félix Tshisekedi delivered a firm and… pic.twitter.com/TsZsuCeBQY

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