Carolina Resende Matos, jornalista televisiva portuguesa, recorreu às suas redes sociais, nesta manhã de segunda-feira, 15 de dezembro, para partilhar com a sua comunidade de fãs e seguidores que, nos últimos dias, esteve hospitalizada após ter sofrido uma peritonite. Esta sua experiência durante o internamento no Hospital de Cascais foi o mote para tecer uma série de 'duras' críticas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo a partilha, feita na sua conta de Instagram, Carolina Resende Matos deu a saber que já saiu da unidade hospitalar onde esteve internada e que se encontra "bem". "Foi um susto mas passou", deixou a certeza a jornalista, embora tenha feito questão de não esquecer a sua desilusão perante o SNS nem o facto de se sentir "muito grata por todas as pessoas que ainda o vão mantendo vivo".
"O SNS salva vidas mas muito pelo esforço assustador de profissionais que fazem o impossível para carregar às costas este fardo gigantesco. Os últimos cinco dias serviram para abrandar mas para sentir na pele também a realidade do nosso país. Vi idosos a dormir em cadeiras de rodas, pessoas em tratamento deitadas em bancos de espera nas urgências do hospital. Horas infinitas de incerteza", denunciou a comunicadora.
"Macas espalhadas pelos corredores com doentes 'abandonados' pelos familiares, sem que nós, enquanto sociedade, consigamos encontrar uma solução para esta tão dura realidade. E aqui não é um governo que falha. Somos todos nós. A falta de empatia e diria até de amor para com o próximo, já é grave, mas para com os nossos? Aterrorizante", acrescentou logo depois Carolina Resende Matos.
A jornalista salientou ainda o facto de ter observado o "rosto cansado", tanto "de quem desespera pelo atendimento" como "de quem tudo faz" para salva vidas. "É triste. Triste perceber o caminho que o Serviço Nacional de Saúde leva. A greve pelo meio piorou tudo. A gravidade destas situações devem sempre ser denunciadas. Sempre", escreveu também a comunicadora.
Prestes a terminar a sua intervenção, Carolina Resende Matos aproveitou para "agradecer" a "quem" lhe "salvou a vida". "Obrigada a cada médico, enfermeiro e auxiliar pelos gestos de carinho, pelo mimo, pelas festinhas no rosto e o 'vai correr tudo bem'", escreveu. E, segundo a própria, "correu", embora tenha estado à espera "19 horas" para ser operada. "É desumano", desabafou.
"Cinco dias depois, saio daqui sem apêndice após uma peritonite. Pelo meio uma greve. Guardarei na memória a luta de quem batalhou e carregou serviços mínimos sob um esforço pessoal tremendo. Estamos a falar de pessoas. Doentes e profissionais de saúde. Merecemos todos respeito. Escrevo estas palavras por ter a sorte de ainda ter voz neste país. Faço-o por quem não a tem".
Carolina Resende Matos esclareceu por fim que as suas palavras não são "uma crítica ao governo", até porque a comunicadora afirmou não só não ter "partido" como também garantiu não se mover "por esses meios e bastidores". "Isto é um apelo. Uma apelo à vida. Do SNS. E à nossa. Como o amor de sempre, Carolina", lê-se por fim na publicação feita pela jornalista.

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