O encontro da madrugada de quinta para sexta-feira foi especial para Nicolás Otamendi e para Lionel Messi. A dupla despediu-se da seleção da Argentina nos jogos oficiais em casa, pelo que a despedida da seleção albiceleste está cada vez mais perto.
Após a vitória sobre a Venezuela, na qual Lionel Messi marcou dois golos, Nicolás Otamendi estava visivelmente emocionado ao falar sobre o encontro que decorreu no Estádio Monumental, na cidade argentina de Buenos Aires.
"Sim, jogar pela Argentina é isso mesmo. É sempre uma grande emoção jogar neste estádio, diante dos nossos adeptos. É verdade que estas eliminatórias são complicadas, mas temos jogadores muito bons, jogadores importantes que sabem tratar bem a bola. Conseguimos o objetivo e estamos muito felizes", começou por dizer o capitão do Benfica, que foi ainda confrontado com o facto e Messi ter chorado antes do apito inicial da partida.
"Sim, sem dúvida. Obviamente que o Leo merece tudo, é mais do que merecido, porque, obviamente, é o melhor jogador da história, de longe. E, na verdade, hoje precisava terminar desta maneira. Com toda a gente, estou agradecido às pessoas também, porque vieram, com este frio. Havia muitos miúdos e estou muito feliz que pudessem aproveitar este momento também", prosseguiu Otamendi, que se despediu dos jogos em solo argentino.
"Quanto a mim, se não há nenhum jogo oficial aqui na Argentina, também foi o meu último jogo e aproveitei ao máximo este espetáculo, estou muito feliz. Feliz porque queria terminar desta maneira, a desfrutar com as pessoas, com a minha família, que está sempre presente e estou muito feliz por isso. Foi ainda mais lindo. Foram muitos anos, este grupo ajudou-nos muito, ajudou-nos a levantar, a conquistar troféus, é mais do que meritório", finalizou.
Por seu turno, Lionel Messi, que foi protagonista do triunfo diante da Venezuela com dois golos, não escondeu a emoção, ao abordar o futuro, mantendo o tabu sobre uma eventual presença na fase final do Campeonato do Mundo de 2026, que decorre no próximo ano nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México.
"São muitas emoções, sabia que era o último jogo aqui a lutar por pontos, vivi muitas coisas neste relvado, boas e não tão boas, mas é sempre uma alegria jogar diante dos nossos, ainda por cima ganhar. Há anos que desfrutamos jogo após jogo, estou feliz. Obviamente não estou preparado para deixar esta camisola, não é algo que me agrade, que quero, mas vai passando o tempo", começou por dizer o capitão de equipa da Argentina, em declarações aos jornalistas.
"Mundial'2026? É o mesmo que disse quando acabou o Mundial'2022. Não me parece que vá disputar outro Mundial. Pela idade, o mais lógico era que não o fizesse, mas aí estou, com expectativas e vontade. Mas como sempre disse, será dia a dia e jogo a jogo. Não me parece impossível. Como disse antes, o mais lógico era não estar num Campeonato do Mundo com 39 anos. Mas a verdade é que ele está aí à porta. Só que ao mesmo tempo, é muito tempo até lá. No fundo, é ir dia a dia e tentar ser feliz", finalizou.

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