J.K. Rowling, de 58 anos, sofreu mais uma retaliação por conta de suas polêmicas falas contra a comunidade LGBTQIAPN+. Desta vez, a autora de Harry Potter foi removida do espaço dedicado à história do bruxo mais famoso do mundo no Museu de Cultura Pop dos Estados Unidos.
O espaço localizado em Seattle decidiu tirar o nome de J.K. Rowling, bem como suas imagens do display da obra. Segundo relatou Chris Moore, gerente de projetos, no blog oficial do museu, a partir de agora os créditos só serão atribuídos a quem realmente merece.
"Você verá os artefatos sem nenhuma menção ou imagem da autora. Afinal, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint são aliados incrivelmente vocais (da comunidade LGBT). Devemos esquecer o trabalho deles agora que a autora original é terrível? Não estou nem falando em 'separar a arte do artista', mas sim em dar o devido crédito", diz a publicação.
Além disso, sendo um homem trans, Chris Moore falou sobre ter se sentido diretamente afetado pelo discurso de Rowling, o que inclusive lhe fez perder o encanto por sua série favorita de livros.
"Harry Potter foi publicado pela primeira vez em 1997 e comecei a lê-lo em 1998, quando foi lançado no mercado americano. Vou ser fiel a mim mesmo dizendo que estava meio que esperando minha própria coruja depois de ler o primeiro livro. Quando eu era criança, os temas superficiais em Harry Potter de aceitação dos outros e de proteção das pessoas contra maus-tratos eram incrivelmente atraentes para mim", relembrou.
"Há uma certa entidade fria, sem coração e sugadora de alegria no mundo de Harry Potter e, desta vez, não é realmente um dementador. Adoraríamos seguir a teoria da Internet de que esses livros foram realmente escritos sem um autor, mas essa certa pessoa é um pouco vocal demais com suas visões super odiosas e divisivas para serem ignoradas", afirmou ainda.
De acordo com ele J.K. Rowling e sua equipe perseguiram Jessie Earl, uma das ex-editoras de vídeo do MoPOP que demonstrou apoio financeiro aos fãs trans da saga.
Chris também falou sobre o livro Troubled Blood' (Sangue Perturbado, em português), no qual a autora traz uma travesti assassina como a grande vilã. "Acaba sendo um romance inteiro de táticas de susto transfóbicas veladas", opina.
"Estaremos sempre buscando melhorias. Não somos perfeitos nessa prática, mas é por isso que se chama prática", concluiu o comunicado do museu.
Polêmicas transfóbicas de J.K. Rowling
J.K. também ofereceu apoio a um transfóbico, quando este retornou ao Twitter depois de ser banido da rede social.
"Eu prefiro ter AIDs (a apoiar a causa trans). Porque isso não castra meninos gays inocentes", declarou o homem, apoiado pela escritora.
Em 2020, J.K Rowling publicou um artigo em que questiona os direitos de pessoas transgêneras e aponta dados de indivíduos que se arrependeram da transição.
"Estou preocupada com a grande explosão de mulheres jovens que querem fazer a transição e também com o índice de pessoas que estão fazendo o processo oposto, porque eles se arrependeram dos passos incluindo alteração permanentes de seus corpos e infertilidades", declarou ela.
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Rupert Grint, J K Rowling, Daniel Radcliffe e Emma Watson na première de Harry Potter e a Pedra Filosofal em Londres, em 2001 — Foto: William Conran - PA Images/PA Images via Getty Images
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